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quinta-feira, 4 de março de 2010

Tragédias...fatos... cansaço...

No início do ano escrevi um Post sobre o Haiti e outro sobre Tragédias nacionais, como alagamentos em São Paulo e desmoronamentos em Angra. Me lembro da emoção que senti ao ver as pessoas saindo vivas depois de dias soterradas... me lembro da imagem das cidades destruídas... de famílias chorando... de centenas de corpos enrolados em lençóis brancos jogados no chão.
Retrocedendo mais um pouco me lembro das catástrofes do Tsunami na Ásia e na África e também da enchente ocorrida em Santa Catarina. Milhares de pessoas morreram.

Me recordo da comoção mundial relacionadas a esses acontecimentos. Campanhas mundiais de doação de alimentos, roupas, cobertores, dinheiro e casas. Emissoras de TV, Ongs, ONU e artistas famosos se empenhavam em uma arrecadação que ajudaria às vítimas dessas tragédias.

Atualmente, ocorreu mais um desastre... terremoto do Chile, no sábado. Não preciso dizer o quanto que este acontecimento foi igualmente grave e triste... o quanto tudo isso nos movimenta em busca de um sentido maior para as nossas vidas.

Entretanto, o que me impressiona é perceber o quanto adormecemos diante do último fato. Sinto como se as pessoas tivesse se acostumado com tantas tragédias, catástrofes e mortes... como se tudo o que aconteceu fosse apenas mais um terremoto ou mais uma enchente. Dessa vez, não há campanhas de ajuda e arrecadação, não vejo sugestões de preces nem pessoas chorando comovidas pelos mortos desconhecidos... Não há novas versões musicais para um enternecimento mundial.
Tudo se resume a fatos. Mortos se transformam em números. Vivos se transformam em sobreviventes. Desaparecidos são transformados em percentuais e em probabilidades. Não se fala em pessoas, sentimentos e consequências... fala-se em números do abalo císmico, magnitude numérica do terremoto, explicações físicas sobre o acontecimento, 'impressões' políticas sobre o provável aumento do números de mortes! Tudo se resume a fatos!

Não acredito que exista nenhum preconceito relacionado ao Chile, América Latina ou qualquer percepção relacionada à exclusão... há apenas um adormecimento das pessoas. Cansamos de ver mortes todos os dias... cansamos de tentar ser altruístas quando o que se pode fazer é muito pouco... cansamos de refletir sobre a vida e a morte... cansamos de chorar pelos desconhecidos... cansamos de violência, desgraças e desesperos... cansamos de esperar um 'algo mais' que simplesmente não aparece... afinal, nem sempre o "We are the world" é suficiente para resgatar a fé, a esperança e a sensibilidade!

9 comentários:

Luciana Kotaka disse...

Oi amiga, acho que temos que enviar pensamentos de boa sintonia, pois hoje aconteceu mais um.Isso é assutador. Bjks

Deijivan disse...

Olá! Fiquei sabendo do seu Blog através da comunidade "Eu Amo Ler" no Orkut. Parabéns! Gostei e já estou seguindo! Aproveito para convidar para visitar o meu Blog que coloquei no ar nesta semana:
http://blogdodeijivan.blogspot.com
Bem, sobre a sua queixa da aparente falta de interesse humanitário no recente terremoto no Chile, acredito que a banalização de qualquer assunto é algo inerente ao ser humano. Sinto que com exceção do "Chaves" (não o presidente e sim o seriado mexicano), todas as demais coisas repetitivas tendem a se banalizar com muita facilidade! As pessoas se comovem, mas a maioria, incluindo aí muitos que também se comovem, realmente não estão nem um pouco preocupadas. Contanto que a enchente ou o tremor de terra fique longe do nosso quintal, tudo está bem! Triste isso,não? Mas infelizmente é a verdade oculta no coração da maioria das pessoas!
"Que exploda o mundo, mas não caia nenhuma pedra na aba do meu chapéu!" - pensamento tirano pior do que aquele que Ghandi tanto repudiava: "Olho por olho, dente po dente".

Déia disse...

A gente não está dando conta de digerir tanta desgraça...

Mal descansamos o lombo, ja vem outra chibatada...

Temos que cuidar um pouco de nós, nos fortalecer, para daí sim tentar ajudar alguém!

bj

Juliana Oliveira disse...

- Olá!!! Que bom que gostou dos meus textos. Tem toda razão escritores precisam conviver com a tristeza transformando a em arte. Maravilhosoooo!!!
Amei o seu texto tbm mas acho que as pessoas viraram robôs...prq tanta coisa que acontece e els ficam hipnotizadas como se essas mortes fossem algo comum
não para mim, muito trste ver vidas irem embra desse jeito
vejo que estamos em um tempo de "luto" por assim dizer
escreva mais para mim tbm, tbm amo o que escrevo
BEIJOS!!!

Ale Sbano disse...

Eu me sinto tão impontente as vezes diante dessas coisas,queria poder ajudar o mundo,mas não sei muito bem por onde começar.
Faço faculdade de biologia por que sou uma apaixonada pelo mundo e pela natureza,e sou do tipo que cre na salvação se cada um contribuir para isso.
O planete pede socorro,diante de tudo de ruim que fizemos a ele,talvez essas catástrofes sejam um pedido,um aviso do tipo ''parem de me saquear!!'',pois foi somente isso que o homem fez desde sempre,saquear o mundo sem dó nem piedade,e com isso acabou arruinando seu próprio futuro..

Eu penso como você,creio que a comoção geral adormeceu,o que é uma pena e enorme tristeza..espero que algo mude,que mortos deixem de ser números..

bjus

Ale Sbano disse...

Tem um selo pra você no meu blog ^^

Donatela disse...

Nossa, que coisa! Hoje eu estava vendo no jornal essa situação do Chile e tive a impressão de que realmente "faltava" alguma coisa ali naquela notícia... E era isso! Faltava o sentimento das pessoas, a compaixão, a tristeza, a vontade de ajudar etc... Mas acho que é isso mesmo. A gente se acostuma com tudo, inclusive com a desgraça, a morte, o desespero... Quem está de longe, infelizmente, acaba se acostumando a ouvir as estatísticas e talvez, até por proteção, se desligue da realidade... Que coisa...

Marie disse...

"We are the world" é suficiente para resgatar a fé, a esperança e a sensibilidade!"

concordo, belo post ^^

AnTeNaDa disse...

Bem, eu acredito que isso ocorra porque já estamos acostumados a colocar no mesmo patamar tragédias reais e as tragédias ficcionais. Nos emocionamos ao ver um filme de tragédia, trememos, choramos, mas depois acaba e você percebe que não foi nada; e, quando assistimos e não estamos, digamos, no clima, nós pensamos "ah, é só mais um filme!" Então, vemos as tragédias reais, nos comovemos, choramos, trememos, nos sensibilizamos, doamos e,então, sem mais nem menos, vem outra. Daí nós pensamos: "Ah, mais uma", sem nos darmos conta de que tratamos essas tragédias como se fossem mais uma novela das oito. O ser humano aprendeu a generalizar, esse é o problema do mundo... A única diferença é que, num filme ficcional apertamos o pause quando não aguentamos mais tanto melodrama, e, na vida real não dá pra fazer isso...

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