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sábado, 4 de setembro de 2010

A competição feminina como técnica para malhar!

Não é novidade o ditado que diz que as mulheres não se vestem para impressionar os homens... o que elas querem mesmo é impressionar as outras mulheres. De fato, nós mulheres sabemos o quanto gostamos de ter mais destaque, mais beleza, mais inteligência do que nossas amigas. 
Segundo a psicóloga Olga Tessari, do Blog Ajudaemocional.com, “A competitividade feminina está ligada à cultura. Ela sempre existiu, pois das mulheres sempre é exigido o máximo: tem que ser boa como dona-de-casa, mãe, esposa, profissional, em tudo. Então, nada mais ´natural´ do que elas competirem entre si a respeito de quem é a melhor, seja em que quesito for”. Deste modo, podemos considerar a competição feminina como algo comum à natureza humana, o que pode aliviar a nossa culpa e nos levar a admitir que nós, mulheres, somos competitivas sim!
O lado interessante dessa competição é que costumamos competir com todas as mulheres, não importa se ela é a nossa amiga, nossa vizinha, nossa prima, irmã, parente, tia, colega de trabalho, ou simplesmente uma desconhecida que você vê no ponto de ônibus todos os dias. A mulher tem aquela coisa de orgulho feminino, de querer sentir-se superior. Claro que isso não significa desejar o mal das outras mulheres, mas significa que gostamos de parecer melhores, mais bem sucedidas, mais amadas, mais atraentes. Na competição usamos o nosso cabelo, nossas unhas, nossas roupas novas, nossa profissão, nossa condição financeira e até o nosso namorado ou marido, a fim de demonstrarmos o quanto somos bonitas, amadas e felizes.
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Foi pensando nessa competição feminina que todas nós temos, em menor ou maior grau (não adianta negar, isso é fator cultural e natural!) que desenvolvi uma nova 'técnica' para malhar. Todavia, preciso explicar primeiro a necessidade dessa 'técnica': a grande maioria das mulheres quando se matricula em uma academia não consegue manter-se nela por um longo período e, geralmente, acaba desistindo do exercício e até da dieta que a tornaria mais saudável e mais bonita.
Então, se você é dessas que, como eu, não consegue manter-se fazendo exercícios físicos por muito tempo preste atenção na 'técnica do instinto competitivo' que acabo de criar (rs). 
1 - Nesta técnica, durante a malhação, escolha alguma mulher do seu círculo de convivência que te inspira a querer ser mas bonita do que ela (pode ser uma amiga, uma parente, uma colega de trabalho). Vá para a academia pensando nesta amiga e quando estiver fazendo os exercícios feche os olhos e visualize-a. 
2 - Na hora de contar a frequencia da atividade não conte apenas 1,2,3,... Conte memorizando as suas amigas: Mais bonita que fulana 1, mais atraente que sicrana 2, mais magra que beltrana 3, ... assim você vai sentir-se muito mais motivada a continuar malhando.
3 - As mulheres que são muito ciumentas podem sentir-se ainda mais motivadas se lembrarem que a ex de seu namorado é um tantinho mais magra do que ela. Aí, basta ficar pensando na dita cuja enquanto malha!
4 - Outra idéia legal é levar uma foto em que você e sua melhor amiga, que por acaso é mais  gostosa do que você, estão juntas de biquini na praia, e ficar olhando para a foto enquanto está correndo na esteira.
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Claro que essa 'técnica' não passa de uma brincadeirinha bem humorada sobre o perfil da mulher brasileira, entretanto, pensando nisso agora, acho que vou usá-la quando for para a academia na segunda-feira... vai que a técnica funciona!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

'M' de média!

- Esse vestido, tem do meu tamanho?
- Tem sim. Espere um minuto. - A vendedora olhou para uma jovem no fundo da loja e dirigiu-se a ela - 'Fulana', pegue esse vestido aqui, no tamanho dela!
- Qual é o tamanho dela? - indagou a jovem.
- 'M'. - disse a vendedora.
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[Ela disse 'M'? 'M' de magro? Não... M de médio! 'M' de meio gorda, de massa de pão, de muito inchada, de mama grande. M de mia, a abreviação do transtorno alimentar bulimia. M de misericórdia dela! M de Maria biscoito! M de Mórbida... obesidade mórbida. M de miligramas em excesso e de metabolismo lento. M de melancia, mamão, melão. M de medidas em manutenção. M de tudo, menos de Magra!]
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- 'M'? Acho que é 'P'!
- P? - Ela deu uma olhada de soslaio, um riso maquiavélico e uma murchada na barriga - É melhor você experimentar o M, se ficar folgado, providencio o tamanho que você quer!
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[O tamanho que eu quero? Não... não é o tamanho que eu quero... é o tamanho que eu uso... é 'P'. P de pequena. P de pouco. P de perfeita, de preferida, de predileta. P de princesa. P de palito, pepino, passarela. P de precisão. Eu não quero usar 'P'. Eu uso P... sempre usei P. E não é essa vendedorazinha que vai me engordar alguns quilinhos.]
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- Não gostei do vestido. Não vou experimentá-lo!
- Tem certeza? Posso te mostrar outros modelos de você quiser!
- Não obrigada. Prefiro ir a uma loja que só vendam roupas tamanho P.
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[Não... não vou vestir aquela roupa e dar à vendedora o prazer de me chamar de média. Claro que não. Sou PP (Pequena e pronto!). E não adianta insistir, não vou regredir do P para o M assim, de uma hora para outra, só porque aquela vendedora resolveu me perturbar e tentar me chamar de média.]
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Não experimentei o vestido. Não quis descobrir se usava P ou M. Optei pelo poder da dúvida... optei por escolher o M... M de mentira.
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* Esta história não é real!

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A autora deste blog não apoia medidas irracionais em busca de um padrão de beleza desmedido e não tem a intenção de, neste post, fazer alusão a qualquer tipo de preconceito corporal nem de incentivar formas não saudáveis de emagrecer.
O Idiotizando é contra qualquer tipo de comportamento prejudicial que tenha como intuito adaptar-se a um padrão inatingível de beleza, responsável por gerar insatisfação e baixa auto-estima na maioria das mulheres. (Confira isso clicando aqui).

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Miss (brega) Brasil 2010

Miss Brasil 2010, quem viu o concurso?
Eu vi, como faço todos os anos. Torci, como torço todos os anos. E me assustei, como nunca antes.
Me assustei sim, e não digam que isso é comentário de mulher invejosa e com 'dor-de-cotovelo'. As meninas eram lindas... incríveis... algumas quase perfeitas. É claro que sempre tem uma que a gente olha meio a contra-gosto, achando que ela não deveria estar alí, por não ser 'suficientemente' bonita para o nível das outras candidatas. Mas, não foi com isso que me assustei.
Sempre achei que a Band não era a emissora 'ideal' para transmitir o concurso. [Não acho que tudo tenha que ser a Globo não, torço para que esse monopólio midiático acabe um dia]. Sempre achei a emissora meio fraquinha, com programas excessivamente sensacionalistas, que não acrescentam muita coisa além de polêmicas forçadas, frases de efeito repetitivas (né, Datena?) e superexposição da miséria humana [salvo CQC, com suas excelentes sátiras políticas]. Enfim, a Band sempre deixou a desejar em seus programas. O concurso de Miss Brasil, nos anos anteriores, nunca foi algo sensacional transmitido pela emissora, todavia, não existia, até então, nada de excepcional a ser criticado... até o último sábado dia 08 de maio!
O susto começou com o apresentador do programa, Otávio Mesquita. Ele nada tem haver com o perfil do concurso... um  apresentador sem graça, com pouca expressividade e que vive pulando na grade da emissora devido a falta de audiência de seus programas. Sem glamour, sem elegância, sem enquadre! Ele errou a chamada dos nomes das concorrentes, fez piada sem graça e, diversas vezes, cortou a beleza e simpatia da ex-miss que apresentava o programa com ele!
O susto continuo quando uns dançarinos subiram no palco. Uma dança sem sentido que não deixava a gente entender muito bem o que eles estavam fazendo alí [a não ser tentar competir e aparecer mais do que as misses]. Além disso, Tim Maia não combina com o concurso. Gosto de suas músicas mas, sinceramente, a trilha sonora poderia ser melhor selecionada... algo mais suave, com cara de passarela.
Enfim... tentaram 'abrasileirar' o concurso, e o que fizeram com isso? Exageraram e o deixaram brega! Um concurso de beleza pode ser tudo, menos brega! Apresentador, dança, música, entrevista, jurados mal selecionados... um conjuto de breguices sem limites.
A noite foi salva pela voz de Marina Elali e pela sensacional beleza das meninas... e fechou com chave de ouro com a merecida vitória da Miss Minas Gerais!

Para conhecer todas as concorrentes do concurso, clique aqui!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Máscara...

Bastava retirar a maquiagem que ela se transformava em outra pessoa. Na verdade, voltava a ser o que sempre foi quando não usava máscaras para se esconder. O batom vermelho transformava seu sorriso falso em simpatia. O rímel escondia o olhar inseguro e de convicções fracas.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sofrimento feminino!

Mulher sofre! E isso não é nenhuma novidade. Mas não estou falando do preconceito de gênero sofrido por décadas, nem de violência doméstica. Também não me refiro ao sofrimento físico que nos sujeitamos todos os meses: alterações hormonais, cólicas mentruais, TPM (sendo que o P, pode significar pré e pós em uma mesma mulher). Não falo do sofrimento de engravidar, parir ou sofrer com a menopausa.
Falo do sofrimento que escolhemos ter. Sofremos para (tentar) ficar bonitas. Beleza é uma exigência social, todavia, é uma exigência imposta e aceita muito mais pelas mulheres do que pelos homens. Nós, mulheres, escolhemos nos submeter a esse sacrifício. Escolhemos sofrer para ficar bonita. E sabe o que induz esse sofrimento? Competição feminina. Isso mesmo, a maioria das mulheres se veste pensando nas outras mulheres. Somos naturalmente competitivas e a nossa arma principal é a aparência física.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A São Paulo Fashion Week e a minha auto-estima


Essa foi a semana da moda em São Paulo (SPFW), o maior encontro de moda da América Latina. Modelos famosas, e grandes estilistas desfilam as tendências da nova estação. Roupas, maquiagens e cabelos deslumbrantes. Tudo seria perfeito se não fosse a magreza absurda das modelos. Mulheres esquálidas caminham esqueléticas na passarela e provocam em nós, mulheres comuns, um desejo pelo padrão inatingível de beleza: um corpo extremamente magro.
A SPFW pode ser um excelente evento de moda, mas é péssimo para a minha auto-estima! Uma vez eu li que as mulheres que vivem na sociedade moderna possuem apenas cerca de 2% de possibilidade de preservar sua auto-estima (*). Isso mesmo, os outros 98% do que pensamos sobre nós mesmas são destruídas pelas "referências" de beleza do 'fantástico mundo da moda'.
Estudos revelam que 93% das mulheres assumiram que a mídia é capaz de gerar uma busca doentia por um padrão de beleza e 78% afirmaram que é necessário muito dinheiro para tentar conquistar esse padrão midiático (*). Incrível!!! Estão promovendo a insatisfação e contribuindo para a distorção da nossa percepção de nós mesmas.

Como você está em relação às eleições?

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