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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Leia... e pense o que quiser...

Ultimamente tenho pensado muito sobre política... e de fato tenho escrito muita coisa sobre política aqui no blog também. Sei também que muita gente não gosta de discutir esse assunto mas, peço que, por favor, me deeêm atenção e leiam o que vou dizer nos parágrafos seguintes antes de decidir o seu voto!
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Sei que o que vou dizer aqui pode gerar polêmica porque vou parecer elitista, preconceituosa e egoísta... mas não me importo... preciso dizer!
Não consigo entender como a população brasileira ainda vota no PT! Andam dizendo por aí que a Dilma vai ganhar sem segundo turno... imagina que barbárie? Não consigo compreender esta loucura por Lula e seu 'companheiros'.
Ao contrário do que falam no horário político eleitoral, Lula não fez o melhor governo do país... ele apenas pegou um país pronto, com uma moeda valorizada, com enorme diminuição da inflação (diga-se de passagem, um Brasil construído por FHC). Um país que há muito tempo já prometia ser o país do futuro... ouço isso desde quando estava na terceira série e aprendi que o Brasil não era mais um país subdesenvolvido e sim, um país em desenvolvimento, um país emergente que logo se tornaria um país de primeiro mundo... isso muito antes desse Lula!
E por que dizem que ele foi bom para os pobres? O que ele fez foi um governo meramente assistencialista, oferencendo à população algo muito maior do que dinheiro: a dependência dos programas governamentais! Esse excesso de projetos sociais fez do Brasil um país que dá o peixe ao pobre mas não o ensina a pescar. Criamos uma classe baixa dependente de bolsa família, benefícios de prestação continuada e inúmeros outros tipos de benefícios eventuais. Ao invés de criar oportunidades de emprego, especializações, cursos técnicos e programas sociais que possibilitem ao pobres brasileiros a independência, o empoderamento, a capacidade de gerir sua própria vida sem depender de benefícios governamentais.
Nos países de primeiro mundo como os EUA, por exemplo, não há hospitais públicos nem SUS... o que vemos por lá é uma população que se desenvolveu de forma a ser capaz de assumir seus próprios problemas pessoais sem precisar do governo para isso. Uma população que pode ser atendida com qualidade de serviço. Simplesmente porque pagam pouco imposto, porque são bem escolarizados, porque não dependem do governo para construir suas próprias vidas.
Não estou desprezando a classe baixa nem a necessidade que eles têm. Mas não é justo sustentarmos com nossos impostos os programas sociais do governo!
O assistencialismo criado por Lula e seu partido é uma medida paliativa que não conserta as lacunas dos nossos problemas nacionais... ao contrário disso, aumenta a interferência do governo na vida das famílias nos tornando cada vez mais reféns das decisões erradas de nossos políticos. O assistencialismo apenas esconde os nossos problemas mas não os resolve nem em partes!
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Pensem nisso tudo antes de votar!
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Aproveite e dê a sua opinião em nossa pesquisa política no canto direito do blog.

sábado, 28 de agosto de 2010

Sentir X Saber

Gosto de pensar nas relações humanas... nas pessoas... no comportamento delas. Não é atoa que escolhi ser psicóloga. Hoje, todavia, li o trecho de um livro que me trouxe uma nova visão sobre essas coisas todas. Acho que eu nunca tinha pensado desta forma... Na verdade, acredito que a maioria das pessoas também não o fez. Pensando nesta leitura que suscitou em mim novos pensamentos em relação aos sentimentos que temos, resolvi transcrever aqui o trecho do livro que me chamou a atenção:
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"Você não pode saber se uma pessoa te perdoa quando você faz alguma coisa de errado para ela. Trata-se de uma questão com a qual você está profundamente envolvida. E exatamente por isso ela é existencialmente importante para você. Você também não pode saber se uma pessoa gosta de você. Você só pode acreditar ou ter esperança de que assim seja. Apesar disso, essas coisas são mais importantes para você do que o fato incontestável de que a soma dos angulos de um triângulo é cento e oitenta graus."

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Esse trecho é do livro "O mundo de Sofia" de Joisten Gaarder. O mais interessante nisso tudo é que, coincidentemente, ele confirma a última frase de meu post mais recente: 
"Sei que tudo o que sinto é muito mais do que todo o saber que me cerca."
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Relembrando isso, então, talvez eu já tenha pensado nessa coisa toda, o que eu não tinha era percebido tudo assim, dessa forma esmiuçada...
O que importa é que tudo isso é um fato! E me faz pensar que sentir e acreditar são muito mais importantes do que saber. Simplesmente porque com esforço todos podem buscar o conhecimento e saber tudo igual e da mesma forma... mas os sentimentos e as crenças nunca terão o mesmo contexto, a mesma força, a mesma direção. O saber pode ser igual... o sentimento nunca...
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PS: Peço desculpas aos leitores deste blog por minha pouca frequencia aqui no Idiotizando ultimamente e, principalmente, por não ter respondido ao comentários de vocês no decorrer desta semana. Estou em um novo ritmo de trabalho ao qual ainda preciso me adaptar. Assim que possível voltarei a visitar todos os comentaristas e seguidores!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Tudo o que sinto...

Sinto que todas as coisas estão no seu lugar
Que não é preciso tirar nada de onde está
Que o que passou não há de voltar
E eu apenas sinto essa brisa a me beijar
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Sinto a paz que procede de um tempo que passou
E aquela coisa louca de viver o que estar por vir
Não importa o que aconteça
Já não penso em sair daqui
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Sinto que a vida é muito mais do que eu pensava que era antes
Que não é preciso tentar entender todas as coisas
Porque certas coisas não se explicam
Porque outras coisas é melhor continuar sem entender
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Sinto a vida mais bonita que Drummond
Porque não suporto o mundo em meus ombros
Porque não acabou a luz e nem apagou o fogo
E por isso não se zomba de mais ninguém
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Sinto o medo passando bem longe
Como se tudo estivesse distante
Sendo que a vida está tão perto
Que posso vivê-la com o medo ao meu lado
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Sinto que tudo o que sinto é mais importante do que sei
Sinto que tudo o que sei não importa se eu não sentir
Sinto que tudo o que sei não vale mais do que sinto
Simplesmente porque sei que tudo o que sinto é muito mais meu do que todo o saber que me cerca!

sábado, 21 de agosto de 2010

Garota de sorte...

Há quem diga que ela nasceu com o bumbum virado pra Lua. Outros dizem que ela nasceu com o corpo inteiro sobre um luar bem intenso. Não importa muito o que dizem, de fato ela era um garota de sorte. Tinha um ar de sucesso que ninguém sabia de onde vinha... e tudo o que ela fazia, com esforço ou não, parecia dar certo de algum jeito.
Sua família parecia perfeita... mesmo que ninguém pensasse que isso era possível. Ela tinha o sorriso de mocinha de novela e sem saber o motivo, todo mundo sentia vontade de fazer tudo por ela. Mesmo quando ela queria fazer tudo sozinha.
Ela tinha voz de MPB, corpo de bailarina e andar de passarela.
Era uma garota de sorte. Mas não é aquela sorte pequena de sorteios e prêmios. Sorte de vida mesmo. Sorte grande. Sorte de encontrar o cara certo, no tempo certo e casar-se com ele. Sorte de formar-se no curso que queria. Sorte de conseguir um emprego na mesma semana em que se formou. Sorte de ter tempo livre pra cuidar de si mesma.
E todo mundo reconhecia essa sorte. Sua mãe dizia que ela era tão sortuda, mas tão sortuda, que até os remédios que costumam engordar, no caso dela a fez emagrecer... enquanto ela continuava a comer permanecendo magra.
E ela teve a sorte de ter tudo o que queria. Não era riqueza... era sorte mesmo. De algum modo, meio que por improviso do destino, as coisas que ela desejavam sempre apareciam no seu caminho... como se lhe caíssem repetinamente nas mãos. A nova mobília do quarto, aquela motinha de criança, o carro novo, os cursos, a viagem, as festas que desejava... pura sorte... sorte mesmo!
Era uma sorte rara. Daquelas que a gente não encontra por acaso. Sorte de uma vida inteira... desde seus antepassados. Sorte de quem olhava para o céu desejando um hambúrguer e ele lhe caía nos braços, acompanhado de refrigerante e batata frita. Sorte de quem não sabia o que era sofrer... apesar de tentar entender o sofrimento alheio.
Uma sorte estranha de quem parecia fazer mágica com os desejos que possuía. Uma sorte como quem entende que a vida é perfeita exatamente por ser o que é... talvez porque ela desejasse apenas o que a vida estava lhe oferecendo... talvez porque ela mesma tentasse traçar esse caminho de sorte inimaginável.
Mas ao que muitos chamavam de sorte e outros apelidavam de destino... ela chamava de Deus e apelidava de bençãos!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O lado Hilário da política nacional!

Eu sei que política é uma coisa chata. Todo mundo, mesmo que não assuma, acha a mesma coisa. Mas, que tal então, olharmos a política por outro ângulo? O ângulo das campanhas eleitorais...
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Comecei  a assistir aos horários políticos obrigatórios ainda criança, com pouco mais de dez anos. Na verdade, era divertido assistir os candidatos a vereador fazendo aquelas promessas impossíveis de cumprir, falando coisas que nem eles mesmo sabem o que é, demonstrando com os olhos que estão lendo alguma palavrinha pequena que eles nunca leram antes. Eu também gostava de decorar os gingles das campanhas eleitorais... o que na época eu chamava de musiquinha dos políticos. Minha mãe me contou que aos 5 anos eu amava balançar a bandeirinha vermelha do Lula enquanto cantava "lá lá lá lá lá Brizola... lá lá lá lá lá Brizola". Doce contradição... pobre Brizola!
Teve uma época em que decorei os gingles de vários candidatos e ficava cantando na escola. Virou até brincadeira, diziam o nome do candidato e eu tinha que dizer a musiquinha correspondente. Me lembro, especificamente de um gingle político de um candidato em uma cidade que visitei por alguns dias, Feira de Santana. A música dizia mais ou menos assim: "meu tio vai votar no #####, mamãe vai votar no #####, o vizinho vai votar no #####, o vovô vai votar no #####, a professora vai votar no #####, então quando eu crescer também vou votar no #####"... um horror!
Aí tinham também as paródias... aquelas bem ridículas que modificavam a letra de músicas como 'Poeira' de Ivete Sangalo, "Chuva" de Daniel, e até Tom Jobim e canções gospel já viraram gingles políticos nas cidades pequenas.
E teve também aquele candidato a não sei o quê que dizia para não votarmos no escuro, lembram? Ele ficava de costas e dizia que só veríamos o seu rosto nas urnas! Chamava-se 'Dá luz'... que sumiu no meio da nossa escuridão política.
Tinha uma velhinha, vovó alguma coisa, que em sua campanha distribuiu máscaras de sua face enrugada pela cidade... e as crianças, coitadas, amavam usá-las.
Em Salvador teve a Léo Kret... travesti que de tanto rebolar foi eleita vereadora.
E quem ousaria se esquecer do famoso "Meu nome é Enéas"?
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E por aí vai...
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Aí, diante disso, eu fico pensando... será que a política é mesmo assim tão chata?
Eu, particularmente, já considero o horário eleitoral como um programa de humor levemente politizado!
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E você? Se lembra de alguma campanha eleitoral cômica? Então deixe o seu comentário!

Como você está em relação às eleições?

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