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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Seis meses

O Idiotizando completou 6 meses de existência, agora em julho [Eba! Parabéns!!!]. Quando comecei com o blog, 18 de janeiro de 2010, aspirava apenas usar o espaço para publicar as minhas 'escritas psicológicas'. Na verdade, queria apenas conhecer a opinião de outras pessoas sobre o que eu escrevia... minhas inspirações, meus desejos, minhas escritas banais.
Aos poucos, no entanto, o Idiotizando seguiu um rumo diferente. Não falo de mim... falo de tudo. E neste mundo de variedades virtuais pude escrever poemas, contos, protótipos de repórtagens. Escrevi um pouco sobre tudo e até me senti meio jornalista algumas vezes. Hoje, o IDIOTIZANDO ocupa boa parte do meu tempo livre e, por vezes, senti-me obrigada a escrever novas postagens, como se devesse isso aos seguidores, leitores e comentaristas frequentes. Atualmente fico feliz com os dados que encontro no Google Analytics sobre o IDIOTIZANDO. São aproximadamente 25 visitas diárias, com mais de 7 mil visitas desde que o blog começou até agora.
Nestes seis meses de aniversário do Idiotizando também conheci muitos outros blogs... ampliei o meu mundo de leitura.... conquistei e fui conquistada virtualmente através de postagens incríveis nas dezenas de blogs que sigo e me seguem! Descobri, portanto, que o mundo dos blogs é muito mais que uma diversão podendo ser, portanto, um novo caminho para que os nossos horizontes se abram para novidades do mundo literário. Perde quem não gosta de blog. Perde quem não os lê. Perde quem não os tem. Blog é coisa de quem lê e escreve... coisa de quem usa a leitura e a escrita a seu favor nos momentos livres e de lazer. E não importa sobre o que é o blog... variedades, receitas, dietas, meio ambiente, política, diário pessoal, projetos sociais, humor... não importa mesmo. O que importa é que a internet também pode ser uma forma de crescer, atualizar-se e de expandir o mundo através do que podemos oferecer à internet e deixar expandir-se pelas coisas boas que ela também nos oferece.
Diante disso, deixo aqui o trecho do poema de um dos meus poetas favoritos, Carlos Drummond de Andrade, no poema 'O Lutador', lido recentemente no livro Antologia poética, do mesmo autor:
"Lutar com palavras é a luta mais vã(...) Palavra, palavra (digo exasperado), se me desafias, aceito o combate."
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PS: Se você não acompanha o Idiotizando desde o seu começo clique aqui e aqui para ler as primeiras postagens!
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Presenteie o blog!!!
Quer dar um presentinho de aniversário para o Idiotizando? Então, vote neste blog para o Prêmio TopBlog 2010!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A mulher só!

Era um livro antigo, amarelado, com um total de 458 páginas, comprado recentemente em um sebo por algo menos do que R$ 5,00. Foi minha mãe quem me emprestou. O título parecia tão interessante: A mulher só... das relações degradantes à vida solitária. Bem, este não era necessariamente o meu caso e, talvez, exatamente por isso tenha se tornado tão atraente!
O livro foi escrito por Harold Robbins, um dos escritores mais lidos do mundo e um dos mais famosos escritores de best-selleres dos Estados Unidos. 'A mulher só' é um deles. 
A princípio, o romance parecia fraco por enfatizar exaustivamente o desejo sexual da personagem principal, JerriLee Randall. Eu estava quase para desistir de lê-lo quando toda a história sofre uma reviravolta. Há um abuso sexual... ou quase. Há uma briga entre sonhos e manipulações, sinceridade e supervalorização do corpo sexualizado da mulher.
Trata-se de uma crítica a uma sociedade que supervaloriza a fama, o dinheiro e o sexo em detrimento dos relacionamentos, da sinceridade e de talentos reais.
Li o livro até o fim. E o indico... principalmente para quem gosta de romances com uma pitada de angústia!
Deste livro, pude retirar um trecho magnífico que selecionei como lição para minha vida daqui pra frente:
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"Nunca mais ela se deixaria ser usada por ninguém, por nenhum motivo, nem mesmo por amor. Daria apenas o que pudesse dar. Muitas vezes ela tentara ser o que os outros queriam que fosse. E não dera certo. Não podia ser todas as coisas que todas as pessoas desejavam. Não podia nem mesmo ser todas as coisas que uma única pessoa desejasse. E só depois de ter compreendido isso e de descobrir suas próprias limitações é que ela começara a aceitar a si mesma e a perder um pouco de seu sentimento de culpa."
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Fica aí a lição sobre essa nossa 'mania' de querer ser tudo o que os outros querem que a gente seja!
E aqui o site onde você encontra o livro, para quem interessar possa!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Somos todos Tolos

Parecia que tudo indicava que este ano os internautas teriam uma participação mais ativa durante as eleições.[Os tolos acreditaram nisso] Foi permitido aos candidatos utilizar-se da internet para as suas campanhas. Se antes era permitido campanha na internet apenas através de sites dos candidatos, o novo projeto de lei passou a permitir o uso de e-mail, twitter, blogs, orkut e demais sites de relacionamento.
Eu, meio tola por ainda acreditar na política brasileira, cadastrei-me em alguns sites de campanha a fim de receber e-mails com informações atuais e importantes sobre o que acontece no mundo político, especialmente na campanha de alguns candidatos.
O mais importante, entretanto era o 'tal' do 1º Debate político online. Dia 26 deste mês ocorreria então um 'marco histórico' como muitos o chamaram. Nós, internautas, poderíamos mandar e-mails com perguntas para cada candidato. E eu, tola mais uma vez, o fiz. Mandei perguntas para Dilma, Marina e Serra. Elaborei bem direitinho o que eu gostaria de perguntar. Que tola! Eu mal acabei de enviar as perguntas e, quando atualizei a página soube que o debate havia acabado de ser cancelado.
Parecia óbvio. A primeira a desistir foi Dilma. Ela foi atacada por Serra e chamada de covarde por sua desistência. Mas Serra também desistiu. Restou apenas Marina Silva. E o debate teve que ser cancelado! Os candidatos se acovardaram e deixaram os eleitores na mão.
Nós... que tolos! Ainda acreditamos na política fajuta do nosso país. Uma política falida e fracassada... composta por eleitores que se deixam enganar. Alguns marcados pela utopia da democracia... outros marcados pela desilusão política... outros ainda sem marca nenhuma, apenas com o título eleitoral nas mãos.
Que tolos somos todos nós!
Que tola fui eu que acreditei que poderia participar ativamente da política brasileira, e perdi meu tempo em frente a internet elaborando perguntas 'milaborantes' para os candidatos.
Parece que aquele jargão que o governo Lula usa está quase certo, basta apenas que mudemos uma letra: Brasil, um país de toLos!
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Participe da enquete política do Idiotizando e diga se já tem algum candidato em mente! Vá na coluna direita da página e diga como você está em relação às eleições!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Texto sem sentido



Escrever não precisa ter sentido para quem lê... só para quem escreve. E talvez nem isso. E é por isso, eu acho, que as vezes não me importo de escrever sem sentido, usando palavras desconectas que vão fluindo em minha mente, encaixando-se sozinha como se a simples palavra bastasse.
Escrevo... e escrevo sem sentido. É tão agradável escrever sem pensar... as vezes... sem buscar um tema, uma história um assunto. Escrever como se a simples escrita fosse suficiente para tornar tudo fácil demais... como se escrever fosse automático, bem como andar de bicicleta e dirigir, não é preciso elaborar o passo-a-passo... basta escrever e pronto... cada um que busque o sentido que quiser encontrar... ou não busque nada... não importa... o que importa é que escrever faz sentido para quem escreve, mesmo que para quem lê não tenha sentido algum.
E eu fico aqui, escrevendo como tola, frases soltas e sem tema nenhum... nada que lhe proporcione emoção, sentimento, dúvida ou convicção. Nenhuma história de mocinho ou mocinha... nenhum conto romântico... nenhuma parábola, nenhuma poesia, nenhuma reflexão literária, poética ou psicológica... apenas uma extravagância pessoal de quem escreve como se escrever fosse automárico... uma necessidade diária de quem precisa criar uma coisa nova todos os dias... mesmo que essa coisa nova não seja tão nova assim.
E continuo aqui, parada, apenas os dedos em movimento. Fico à espera de novas palavras que vão surgindo repentinamente em minha mente... meio sem sentido... trôpegas... hilárias... errantes... grotescas... mas as palavras existem dentro de mim e preciso soltas-las, às vezes... mesmo que sem sentido... pois de palavras soltas e frases loucas é que faço da minha vida mais divertida e mais honesta comigo mesma.
E não me importa muito o que vão pensar. Eu escrevi um texto novo. Um novo post. E isso basta. As palvras fluíram eficientemente de dentro de mim... e tudo isso torna-se suficiente por si só. Mas entenda que nenhum texto solto, louco e trôpego deve ser relido... porque caso isso ocorra ele será apagado e toda aquela fluidez de palavras desconectas terão sido inúteis.
Então limito-me a essa escrita sem sentido, sem contexto e sem inspiração... com o disse, às vezes escrever é suficiente por si só e não é preciso entendimento... basta interpretação de meras elucubrações instantâneas!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Tristeza, inspiração e poesia.

 "- Você se sente feliz? Essa, Vinícius, é uma pergunta idiota, mas que eu gostaria que você respondesse.

- Se a felicidade existe, eu só sou feliz enquanto me queimo e quando a pessoa se queima não é feliz. A própria felicidade é dolorosa."
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Esse texto é um fragmento da famosa entrevista de Vinícius de Moraes com Clarisce Lispector. Ele confirma a conhecida ideia de que a tristeza do poeta é a sua própria poesia, visto que, só há inspiração para escrever quando há sofrimento.
Se lembrarmos então de Drummond - que somado a Clarice e Vinícius, formam o hal de meus escritores favoritos - lembraremos também dos maravilhosos versos iniciais da poema 'Versos à boca da noite':
"Sinto que o tempo sobre mim abate
sua mão pesada. Rugas, dentes, calva...
Uma aceitação maior de tudo,
e o medo de novas descobertas."
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E o que dizer das dramáticas estrofes de 'O mito' também de Drummond?
 "Quero morrer sufocado,
quero das mortes a hedionda,
quero voltar repelido
pela salsugem do lago,
já sem cabeça e sem perna,
a porta do apartamento,
para feder: de propósito".
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Haveria escrita mais deprimente e mais suicida?
Não sei!
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Se buscarmos os escritos de Carisce Lispector encontraremos neles uma das mais puras verdades: "Antes o sofrimento legítimo do que o prazer forçado." E ainda em suas afirmativas, no romance 'A hora da estrela', Clarice revela usar a solidão como força pois, considera-se como o escuro da noite. Um dos mais interessantes pensamentos da autora demonstra toda essa sensação de tristeza:
"Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado com papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, então raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos." (Clarice Lispector).
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Neste mesmo raciocínio, Vinícius de Moraes e Tom Jobim escreveram a letra 'Eu não existo sem você', em que afirmaram, sem medo de errar, que "o poeta só é grande se sofrer". E assim, como disse o blogueiro Cod Lanfredi, "Tristeza, quiçá, pode ser um dom em que apenas algumas poucas pessoas conseguem conviver com ele. Entretanto, sabemos que sem tristeza não haveria a poesia. O poeta vive de tristeza. E caindo em um paradoxo. Se alegra ao concretizar seu trabalho, ou pelo menos se orgulha dele."
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 Diante disso, fico a pensar se, talvez, esta minha ausência de inspiração deva-se a uma constante ausência de tristeza em mim. Então, limito-me a viver com intensidade tudo o que não é triste pois, quando a tristeza chegar, quero ter tempo para transformá-la em texto e poesia.
Faço das palavras de um autor desconhecido as minhas:
"Não consigo escrever quando estou feliz, pois a tristeza é minha fonte de inspiração, quando triste, escrevo sobre minhas angústias e isso me alivia... Quando alegre, não penso em outra coisa há não ser em viver cada instante de como se fosse o último..."

Como você está em relação às eleições?

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